Nós conhecemos, e cremos no amor
que Deus tem para conosco. (1Jo 4,16a)
A maioria, senão todas as grandes confissões religiosas, possuem uma profissão de fé, os judeus têm o Shemá, os muçulmanos a Chahada, os Luteranos possuem a Confissão Augustana. A Fé católica, que recebemos dos Apóstolos, está condensada nos Símbolos da Fé.
O símbolo da fé é algo que todos os católicos temos em comum. Podemos divergir em diversos aspectos passíveis de especulação. Mas a fé que recebemos não se altera. Por isso o Credo é o ponto de união entre os católicos de todos os tempos e lugares. Os dois mais importantes credos da Igreja Católica são o Símbolo dos Apóstolos e o Símbolo Niceno-Constantinopolitano. Existem também outros símbolos da fé, a Profissão de Fé do Concílio de Calcedônia, ou o Credo de Santo Atanásio. Entretanto, iremos nos deter nas duas profissões de fé mais conhecidas e que estão integralmente presentes no Catecismo da Igreja Católica.
O Símbolo dos Apóstolos é uma das mais antigas formulações da fé católica, os seus textos mais antigos, que chegaram até nós, são do século IV. E a sua composição remonta ao batismo dos catecúmenos, que devem professar sua fé na Santíssima Trindade. Ele está dividido em doze artigos, que são explanados no CEC, que diz que são o ponto de partida para a catequese. É importante ressaltar neste ponto que a catequese deve partir do credo, não das Sagradas Escrituras, pois só se lê a Bíblia corretamente dentro da fé católica.
Já o Símbolo Niceno-Constantinopolitano não foi composto de uma forma tão orgânica como o dos Apóstolos. Ele é resultado das definições dos dois primeiros concílios da Igreja, o de Nicéia I (325) e Constantinopla I (381). Ele desenvolveu os artigos da profissão de fé apostólica e foi o único credo usado na Missa até 1970.
É de extrema importância saber o Credo, que não é apanágio somente dos padres e religiosas. E neste contexto saber não é saber de memória, é conhecer, entender, saborear, e principalmente viver o credo. O Ministro da Catequese é o responsável por incutir nos catequizandos a beleza e riqueza da fé católica, para que eles a amem. Pois não se ama aquilo que não se conhece.
Podemos dizer que o método de catecismo que nossos pais e avós receberam não é de todo ultrapassado. Não se pode abrir mão de coisas que se comprovaram eficazes ao longo dos séculos. Portanto um catequista que não sabe, ao menos, as duas principais fórmulas da profissão de fé não está ainda apto a catequizar. Do mesmo modo o catequizando que não sabe o credo não está apto a receber os sacramentos.
Podemos concluir que saber as verdades contidas no credo é a fonte pela qual a fé da Igreja jorra para toda a nossa sociedade. É o primeiro passo para viver a vida no Senhor e santificar-se. Quem professa a fé (credo) pode celebrá-la e receber o Espírito de Cristo (sacramentos), quem recebe o Espírito de Cristo vive como ele viveu (10 mandamentos e o mandamento do amor), quem vive como Cristo ora como ele (Pai nosso). Quem exerce essas quatro dimensões da fé (crida, celebrada, vivida e orada) santifica-se e realiza o plano de Deus em sua vida.
Autor: Vítor Turiano Meira CMF / Missionário Claretiano
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