Queridos catequistas,
“Nossa igreja vai se fortalecer e
se tornar mais autêntica na medida em que nós vivermos a experiência da CASA Estamos
precisando fazer a nossa casa local de anúncio e oração. Durante esta pandemia,
a casa de cada cristão se tornou mais Igreja.”
Sustentabilidade, desenvolvimento,
otimização de recursos para chegar à solidariedade, este poe ser um remédio para um novo
tempo.Superar as ambições, os egoísmos
e os esquecimentos dos vulneráveis. Tantos gestos de amor têm sido vistos
nestes dias de pandemia! Um exemplo disto é o projeto É tempo de cuidar, desenvolvido
pela CNBB juntamente com a Cáritas. Nossa Igreja comprova a sua
autenticidade cristã com o comprometimento com os que precisam e os mais
pobres. Desde o Atos dos Apóstolos, tinham tudo em comum e não havia
necessitados entre eles.
A Igreja sela sua missionariedade
no âmbito do cuidado, da saúde, da promoção humana, do repartir. A todo tempo
nossa Igreja é um encanto. Mesmo quando parece uma gota d’água em meio do
oceano. Ação solidária emergencial, a fé e a caridade estão interligadas (rede
capilar nas paróquias).
A demanda e os sofrimentos são
maiores, as respostas ainda não são suficientes, porém, há uma modificação,
também de famílias cristãs que estão fazendo o trabalho em rede, pois a vivência
e testemunho da fé implica o compromisso.
O sonho do Papa Francisco é de
que a pobreza não é miséria, é a oportunidade para o repartir. E este cuidado
mútuo deve ser a marca em cada família cristã. Uma família estruturada pode vir a adotar uma
família irmã em situação de vulnerabilidade. Solidariedade em rede. A Igreja
tem que ser pobre para os pobres.
Por isso a urgência da formação:
Formar discípulos missionários para o mundo. Há importância da formação para agentes
pastorais, bispos, religiosos, leigos. Pedra preciosa: anuncia o INAPAZ –
gestado na CNBB. O importante quando falamos em
formação é sempre acrescentar uma adjetivação. Não pode ser alimentação
conceitual para domínio de conteúdos. Há beleza e riqueza na doutrina da
fé católica, mas há muito caminho a se percorrer. Precisamos de academias para
abordar com aprofundamentos toda a riqueza da doutrina. Não basta ter clareza
conceitual acera da doutrina desvinculado do testemunho.
A fé como experiência. É
preciso formar, informar sobre a doutrina da fé. É preciso encontrar caminhos
para que a vivência seja profunda. A emergência da subjetividade
está a exigir que da experiência cristã formativa um algo mais, não alimentar
somente a mente, mas uma vivência profética. A partir da Palavra de Deus e da Tradição
da Igreja, a formação não deve apenas alcançar a mente da pessoa, mas deve mover
seu coração. Devemos buscar, por exemplo, uma ecologia integral (saúde física,
emocional, espiritual, e também a saúde do planeta).
A Palavra de Deus tem tudo...
profecia, experiência e amorosidade. Que nos toque no profundo, em um tempo com
muito obscurantismo, confusão conceitual, confusão nas escolhas do modo de
viver a fé. É possível a utilização de muitos
instrumentos e plataformas para uma formação integral, de forma que toque a
vida no seu conjunto e não haja dicotomia.
É preciso prezar pela formação de
evangelizadores e também dos futuros padres (uma formação de qualidade e de referência).
Definir passos, conteúdos modos e dinâmicas compreendidos no âmbito da formação
integral.
Quanto à dúvida dos participantes
de porque muitas paróquias não assumem as diretrizes evangelizadoras e sobre como seria as colocar
em prática, D. Walmor explicou que o caminho é longo e exige muita
perseverança... exige também uma mudança de mentalidade, baseado nos quatro
pilares do documento: uma nova compreensão, um novo modo de ser e de organizar
por parte dos animadores deste processo. Exige humildade, abertura e diálogo.
Nos colocar em uma posição de aprendizes. Afinal sabemos muito de muitas
coisas... é preciso desaprender para ser de novo Discípulo, que é sinônimo de aprendiz.
Para que ocorra uma intervenção
profunda na realidade é preciso se perguntar: Por que mudar? Sempre foi assim.
Será preciso entrar com uma iluminação diferente. Está fazendo falta
entendimentos adequados a quem lidera. Esperançosamente investir. A
evangelização é um processo, e muitas pessoas entendem pouco de processo (um
passo depois do outro). É preciso ter uma visão global daquela realidade, de
uma diocese que precisa orientar de modo amplo.
Realizar uma mudança de
mentalidade: Sair de uma pastoral de conservação para uma pastoral missionária
e evangelizadora, na qual o diálogo com a sociedade é imprescindível. Isto
recai sobre os evangelizadores em todos os níveis (bispos, sacerdotes, religiosos,
leigos). Deve-se ter o entendimento a respeito do esquema de processos, saber
de onde está indo e para onde quer ir, passo a passo, respeitando o
contexto cultural, plural no qual
estamos inseridos. Compreendermos que as respostas
que teremos muitas das vezes serão superficiais. Meditações e palavras nos movem, mas estamos
repetindo palavras que nos tocam muito pouco. Na dinâmica da casa a igreja já
está dando um passo adiante!
Sobre coisas práticas e concretas para a Igreja realizar durante e após a pandemia do Corona Virus. D. Valmor respondeu que a resposta seria muito ampla. A
pandemia está nos ensinando o valor da casa de cada cristão. Cada pai, mãe,
avó, tio deve se esforçar para fazer a leitura orante da Palavra de Deus,
definindo um momento de espiritualidade da sua casa. Cada paróquia deverá saber onde é a casa do seu paroquiano.
Quando retornar as atividades presenciais há necessidade de respeitar as
exigências sanitárias previstas. As visitas aos enfermos e idosos por meios
digitais podem multiplicar a cultura do encontro (uso das plataformas para
alimentar os contatos entre as pessoas).
Obtemos agora uma nova compreensão do virtual o quanto
temos atingindo as pessoas com os meios de comunicação e as redes sociais. Compreendemos assim que após esta pandemia não vamos voltar
para abrir as igrejas como no passado. Quando tivermos a possibilidade de
congregação presencial a igreja terá agora uma tarefa sanitária educativa. Não
e apenas abrir as igrejas, em razão das pandemias, mas descobrir como nós vamos
tratar a acolhida, o investimento na infraestrutura e procedimentos. A igreja é
desafiada a adotar uma postura nova e diferente. Um acolhimento adequado,
esgotar menos a natureza.
Como Presidente da CNBB, por um tempo curto, foi solicitado
a D. Walmor um balanço e o compartilhamento de suas perspectivas:
- Com a colaboração dos Bispos e Comissões e Assessores temos
conseguido leveza. Não fazermos o caminho como peso, mas com alegria nas
reuniões e partilhas.
- Desafio de se abrir ao novo. Itinerário para a renovação
de novo Estatuto e Regimento participativo. A CNBB é um Órgão de colegialidade
com experiências de partilha e solidariedade.
- As Diretrizes gerais estão mais definidas e inspiradoras:
Mostrar a prioridade do anúncio da palavra de Deus, pois a nossa força vem da
comunhão.
- O grande desafio da comunicação: de forma simples, direta
e assertiva.
- É exigido agora dar um passo novo. Fazer uma importante
análise de conjuntura sócio política e da conjuntura eclesial, em um clima de
esperança, para se obter novas respostas.
Simplicidade, rearticulação com leveza, utilidade,
velocidade, para que a Igreja consiga dar um novo salto missionário. Superarmos
divisões, e pela força do diálogo para que nossas diferenças se tornem nossas forças.
A Igreja precisa de cada um, nesta alegria honrosa de sermos discípulos de
Jesus.
Não vale a pena disputa, polarização, caminhos na contramão
do Evangelho. O mais importante é estarmos unidos, na alegria da vivência cristã
do testemunho. Gratidão à Igreja e encantamento com as experiências. Vale a pena sermos Igreja
Católica, ajudando o mundo a ser um mundo melhor.
D. Walmor concluiu pedindo a intercessão da mãe Aparecida para abençoar a
todos os que estavam acompanhando.
Gratidão por tão poderosas e sábias palavras!
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